Alargamento da parceria SOS COELHO à CNCP

banner-SOS-COELHO

No decorrer da 1.ª Conferência SOS COELHO, a realizar no próximo dia 8 de Maio na EXPOCAÇA, será formalizado o alargamento da parceria estabelecida entre a ANPC e o CIBIO a uma outra Organização do Sector da Caça de 1.º Nível, nomeadamente a CNCP – Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses, que passará a integrar o projecto SOS COELHO.

O contributo da CNCP certamente será muito relevante para o projecto SOS COELHO, permitindo alargar a já extensa rede de áreas de monitorização, composta essencialmente por zonas de caça Associadas da ANPC, passando a partir de agora a incluir também zonas de caça associadas da CNCP.

Para além da componente de monitorização das populações de coelho, este alargamento permitirá reforçar a rede de epidemio-vigilância, a nível Nacional e todas as outras acções do projecto, designadamente ao nível da divulgação e extensão dos resultados do projecto junto dos gestores de zonas de caça.

A cerimónia de assinatura do protocolo de colaboração entre CIBIO, ANPC e CNCP contará com a presença da Senhora Presidente do FCNB e ICNF, Eng.ª Paula Sarmento, sendo presidida pelo Senhor Secretário de Estado da Conservação da Natureza e Ordenamento do Território, Dr. Miguel Neto.

João Carvalho (ANPC)

 

Programa 1.ª Conferência SOS COELHO | EXPOCAÇA | 8 de Maio

conf-SOS-COELHO_final_w

Programa definitivo da 1.ª conferência SOS COELHO, que se realiza na próxima sexta-feira, dia 8 de Maio, na EXPOCAÇA, com início às 15:00.

Relembramos que os interessados se deverão inscrever pelo email anpc@anpc.pt para que o vosso nome consta da lista de participantes, de modo a beneficiarem de entrada gratuita na EXPOCAÇA, graças a um acordo com a MC Feira e Eventos, empresa que organiza a EXPOCAÇA.

Contamos com a vossa presença neste importante evento organizado pela ANPC em conjunto com o CIBIO, parceiros fundadores do projecto SOS COELHO, sendo que a partir desta data a parceria será alargada à CNCP.

A conferência conta  com a presença dos dois Secretários de Estado que tutelam o ICNF e os assuntos da Caça e da Conservação da Natureza, nomeadamente o Dr. Miguel Neto (SEOTCN) e o Dr. Nuno Vieira e Brito (SEAIA).

Venha conhecer em primeira mão os desenvolvimentos e resultados do projecto SOS COELHO.

PROGRAMA-Conferencia-SOS-COELHO_W

I.ª CONFERÊNCIA SOS COELHO | 8 de Maio – EXPOCAÇA

coelho2

No próximo dia 8 de Maio (sexta-feira) realiza-se na EXPOCAÇA a 1.ª CONFERÊNCIA do Projecto SOS COELHO, organizada pela ANPC e pelo CIBIO.

A conferência decorre no auditório do CNEMA, dentro do recinto da feira, das 14:30 às 17:00, sexta-feira dia 8 de Maio.

Nesta conferência serão apresentados oficialmente os primeiros resultados obtidos até ao momento, onde se destaca um conjunto de descobertas muito relevantes sobre a doença hemorrágica viral e sobre o seu impacto nas populações de coelho.

No âmbito da conferência será ainda dado a conhecer o alargamento da parceria SOS COELHO envolvendo outras entidades.

Para além de oradores do CIBIO e da ANPC, estrão presentes oradores do ICNF. A sessão de abertura da conferência será presidida pelo Senhor Secretário de Estado da Conservação da Natureza e Biodiversidade, Dr. Miguel Neto, e a sessão de encerramento será presidida pelo Senhor Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-Alimentar, Dr. Nuno Vieira e Brito.

Convidamos todos os interessados a participar nesta conferência, devendo inscrever-se para o efeito através do email anpc@anpc.pt.

A inscrição é gratuita beneficiando ainda os inscritos de entrada livre na EXPOCAÇA.

O programa detalhado será apresentado dentro em breve.

Inscreva-se e participe nesta conferência!

Novo surto de Hemorrágica | final de Abril

coelho-morto

A equipa do SOS COELHO detectou no final de Abril um novo surto de doença hemorrágica viral, com incidência sobretudo em coelhos jovens, denotando tratar-se da nova estirpe.

Os coelhos recolhidos em vários pontos do Sul do País foram já encaminhados para análise.

Este novo surto segue-se aos outros surtos que haviam sido detectados em Dezembro de 2014 e depois em Janeiro e Fevereiro do corrente ano, com a recolha de muitos exemplares mortos em vários pontos do País. Nos dois surtos anteriores, inicialmente apareciam mortos quase exclusivamente coelhos adultos (indiciando tratar-se da variante clássica da doença), sendo que nos surtos de Janeiro e Fevereiro começaram a aparecer muitos coelhos novos (apenas afectados pela nova variante), para além de coelhos adultos.

coelho-morto-2

 

SOS COELHO com monitorização em 23 Zonas de Caça

coelho

A ANPC e o CIBIO têm estado a fazer a monitorização das populações de coelho em várias zonas de caça, totalizando 23 áreas distribuídas um pouco por todo o País.

Os dados obtidos nas contagens estão a ser analisados e interpretados de forma sistemática, devendo resultados mais conclusivos ser conhecidos muito em breve.

Não obstante, existem já alguns dados que são evidentes, desde logo vários surtos de doença hemorrágica viral que foram sendo detectados em distintos locais, o que causou a diminuição das populações (evidenciado pela menor taxa de deposição de excrementos nas parcelas de amostragem).

A mortalidade verificada não foi homogénea, existindo áreas com taxas muito elevadas e outras onde ocorreu apenas uma ligeira mortalidade, embora ainda não existam conclusões definitivas sobre o que poderá explicar estas diferenças.

Curioso é o facto de por vezes, numa mesma zona de caça, existirem bolsas aparentemente intocadas pela doença até à data e outras onde ocorreu uma mortalidade muito significativa.

Por tudo isto é fundamental continuar com o desenvolvimento do projecto SOS Coelho, recolhendo mais informação e amostras, tendo em vista não apenas compreender as causas e a dinâmica da doença, mas igualmente prognosticar a sua evolução e encontrar formas que permitam contribuir para a recuperação do coelho-bravo.

monitorização

Primeiros resultados SOS COELHO

_DSC0351

Existem já alguns resultados preliminares muito interessantes descobertos pela equipa do SOS COELHO, desde logo o facto da maior parte dos coelhos caçados dos quais foram recolhidas amostras não apresentarem carga viral (ou tinham carga viral muito reduzida), quer do vírus clássico, quer da nova variante.

Aparentemente, parecia que o vírus poderia estaria a desaparecer, pelo menos nas populações amostradas (sendo que foram feitas recolhas em zonas de caça de várias regiões do País).

No entanto, mais tarde em Dezembro e depois em Janeiro e Fevereiro, ocorreram vários surtos de doença hemorrágica viral, com a recolha de muitos exemplares mortos em vários pontos do País. Inicialmente apareciam mortos quase exclusivamente coelhos adultos (indiciando tratar-se da variante clássica da doença), sendo que nos surtos mais recentes começaram a aparecer muitos coelhos novos (apenas afectados pela nova variante), para além de coelhos adultos.

Da análise destes exemplares encontrados mortos, existem também alguns dados preliminares. Assim, na quase totalidade das amostras o CIBIO concluiu que a causa de morte foi a doença hemorrágica viral. Quando se olha para o vírus presente, os resultados apontam para o desaparecimento do vírus na sua forma clássica, tendo sido isolada a nova variante (que apareceu no final de 2012), aparecendo ainda uma outra variante nunca antes detectada, aparentemente resultante de uma recombinação do vírus clássico com o novo.

O CIBIO está neste momento a processar e analisar toda esta informação para depois ser possível relacionar as descobertas laboratoriais com os dados recolhidos no campo, tendo em vista podermos perceber o que se está efectivamente a passar, embora existam obviamente já várias hipóteses a ser consideradas.
Infelizmente esta recombinação do vírus não é uma boa notícia, tanto mais ser bastante letal como ficou demonstrado pela ocorrência de mortalidades elevadas em vários locais. Felizmente estes surtos foram bastante localizados (em bolsas) coexistindo nalguns locais áreas onde a mortalidade foi muito elevada com outras onde foi ténue e onde se mantêm populações de coelho apreciáveis.

 

Pedido de colaboração | Se encontrar coelhos mortos, envie-os para análise!

_DSC0595

A colaboração das zonas de caça, dos caçadores e dos proprietários rurais é muito importante para ampliar a capacidade de detecção de novos surtos de mortalidade de coelho-bravo.

Para podermos ter informações sobre o que se passa a nível Nacional com as populações de coelho-bravo no terreno, solicitamos o apoio e participação de todos aqueles que desenvolvem as suas actividades no campo, e que no seu dia-a-dia podem deparar-se com coelhos mortos.

Assim, para além do trabalho sistemático de prospecção de cadáveres desenvolvido pela equipa do projecto nas áreas de amostragem do projecto SOS COELHO, é muito importante poder recolher informações e material de outras zonas do País.

Caso detecte coelhos mortos no campo, solicitamos que tome nota da ocorrência e nos informe através do email geral@soscoelho.pt ou pelo telefone 217100029, recolhendo os cadáveres para posterior análise.

Assim, sempre que possível (coelhos estejam em boas condições – morte recente), solicitamos que recolham e congelem o exemplar completo ou apenas fígado (colocando o fígado dentro de um saco de plástico limpo), tendo em vista o seu posterior encaminhamento para análise.

As amostras congeladas devem ser entregues nos pontos de recolha definidos no âmbito deste projecto, onde estão localizadas arcas congeladoras. A equipa do projecto encarregar-se-á de recolher as mesmas nos pontos de recolha, para encaminhamento para o laboratório.

Preencha por favor a ficha de recolha de amostras, colocando o máximo de informação possível, incluindo os seus contactos de email para posterior envio de informação sobre os resultados das análises.

Para reportar situações destas ou para esclarecimento de dúvidas, não hesitem em contactar-nos.

Agradecemos antecipadamente a colaboração de todos.

 

Portugal com investigação de ponta sobre doenças do coelho-bravo

DSC_8432

_DSC0594

O CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos – da Universidade do Porto é uma unidade de Investigação e Desenvolvimento de excelência com mais de 200 investigadores, fazendo parte do laboratório Associado InBio (rede de Investigação em Biodiversidade e Biologia Evolutiva).

Desenvolve investigação básica e aplicada em todas as componentes da biodiversidade: genes, espécies e ecossistemas, tendo como uma das principais linhas de investigação o estudo das populações de coelho-bravo na Península Ibérica, utilizando esta espécie como modelo em estudos de hibridação, domesticação e na compreensão da evolução do genoma.
Em 2006, foi criado no CIBIO um grupo de Investigação liderado pelo Professor Pedro Esteves que estuda as variações genéticas resultantes da interacção parasita-hospedeiro. Este grupo, em estrita colaboração com o grupo de Conservação do CIBIO, liderado pelo Professor Paulo Célio Alves, tem-se dedicado ao estudo da Mixomatose e da Doença Hemorrágica Viral (DHV) nas populações de coelho-bravo.

Nos últimos anos o Professor Pedro Esteves e a Doutora Joana Abrantes publicaram diversos artigos científicos em revistas internacionais na área da Virologia, tais como o Journal of Virology, Archives of Virology, Veterinary Research e Emerging Infectious Diseases, a descrever a variabilidade genética e a evolução da DHV. Esta doença tem como agente etiológico um calicivírus, e normalmente causa elevadas mortalidades em populações de coelho-bravo.

Foi o CIBIO que detectou em Portugal a nova estirpe de Doença Hemorrágica Viral, quando do surto ocorrido em Novembro de 2012, através da análise de amostras recolhidas no campo.  A amplificação por RT-PCR de ARN obtido a partir de amostras de fígado e posterior sequenciação confirmou que as amostras estavam infectadas com estirpes que apresentavam uma homologia de 99% com a nova estirpe detectada em Espanha.

Tratava-se da nova variante do vírus, identificada em 2010 em França e em 2011 em Espanha, a qual pode provocar mortalidades superiores a 50% e que se diferencia da forma clássica por originar mortalidade em juvenis (<2 meses) e em coelhos adultos vacinados. Esta nova estirpe é geneticamente muito distinta das formas clássicas até então identificadas na Península Ibérica apresentando mais de 15% de divergência.

Recolha de amostras nas zonas de caça | coelhos abatidos na caça

Recolha de amostras em coelhos abatidos na caça

A recolha de coelhos abatidos na caça, foi uma das primeiras tarefas do SOS COELHO, tendo a equipa do projecto acompanhado várias caçadas realizadas em zonas de caça que se disponibilizaram para colaborar. Desse trabalho, que decorreu no final da época venatória de 2014-2015, resultaram perto de duas centenas de amostras (sangue e fígado) enviadas para o laboratório, nas quais foi pesquisada a presença de vírus da hemorrágica, para além de terem servido para fazer análises de anticorpos e genética dos coelhos.

_DSC0165

 

Não existem ainda conclusões, dado os resultados não estarem totalmente apurados e analisados, estando o CIBIO a trabalhar afincadamente nesta matéria.

SOS COELHO: Arrancou projecto que visa a recuperação do coelho-bravo

WP_20141023_006

Passados dois anos do grande surto de doença hemorrágica viral que afectou as populações de coelho-bravo em toda a Península, inicia-se finalmente um grande projecto de abrangência Nacional, desenvolvido pelo CIBIO/InBio e pela ANPC, que visa compreender esta nova variante da doença e encontrar soluções que permitam a recuperação do coelho-bravo.

 

Foi assinado no dia 23 de Outubro de 2014, em cerimónia realizada em Mértola, um protocolo entre o CIBIO/InBio, a ANPC e o Fundo para a Conservação da Natureza e Biodiversidade, que permitiu viabilizar o projecto SOS COELHO: Bases para a recuperação de uma espécie chave nos ecossistemas ibéricos, desenvolvido em resposta ao grave problema que afecta o coelho-bravo. O protocolo mereceu ainda homologação do Senhor Secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, Dr. Miguel Neto, que testemunhou a assinatura.

Trata-se de um projecto que resulta de uma parceria entre a ANPC e o CIBIO, contando ainda com a participação de especialistas internacionais em matérias de virologia, genética e ecologia do coelho-bravo. O SOS COELHO foi desenvolvido em resposta ao surto de Hemorrágica Viral ocorrido em Novembro de 2012, reúne por um lado os proprietários e gestores de zonas de caça, por via da ANPC, e os especialistas em temas relacionados com o coelho-bravo, possuindo a equipa do CIBIO/InBio, Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, seguramente os maiores especialistas mundiais na matéria.

O projecto SOS COELHO destaca-se ainda pela forma como foi desenvolvido, partindo do profundo conhecimento do problema pela ANPC e pelo CIBIO, numa lógica de investigação aplicada à resolução de problemas concretos, tendo uma abordagem de baixo para cima, partindo da identificação dos problemas e das lacunas de conhecimento, para a definição de uma estratégia que permitisse responder cabalmente às necessidades dos gestores, recorrendo aos mais adequados e melhores recursos disponíveis.

O projecto tem uma abordagem Nacional, com 20 áreas de amostragem espalhadas de Norte a Sul do País, onde será feita a monitorização e epidemiovigilância das populações de coelho, de forma sistemática. Em 5 destas áreas, será feita uma monitorização mais pormenorizada, incluindo a captura e recolha de amostras em coelhos vivos, para análises genéticas e serológicas, pretendendo-se avaliar a presença do vírus, as suas variações, os níveis de imunidade/anticorpos, as características genéticas das populações, a sua capacidade de sobrevivência e de resiliência (recuperação após surtos de doença), etc.

Serão ainda disponibilizados 10 pontos de recolha de coelhos mortos, tendo em vista a obtenção de amostras relativas a surtos de doença que vão ocorrendo no território Nacional, funcionando em complemento à rede de vigilância e monitorização sistemática, baseada nos referidos 20 pontos de amostragem.

Entre os resultados esperados, pretende-se definir modelos preditivos e explicativos da doença, bem como compreender quais os factores que levam a que determinadas populações de coelho tenham maior capacidade de recuperação que outras, avaliando-se as diferentes variáveis que poderão estar na origem destas diferenças, sejam elas as características genéticas, as condições ambientais, os tipos de gestão das zonas de caça, questões relacionadas com a ecologia, com a predação, com o esforço de caça, combinações de várias das anteriores, etc.

Apenas com esta abordagem sistemática será possível obter informação de base para melhor compreendermos os problemas que afectam o coelho bravo, sendo o objectivo final, poder contribuir para a definição de medidas e orientações que permitam aos gestores actuarem de forma eficaz na mitigação dos surtos de doença e na implementação de medidas de gestão que permitam uma recuperação das populações de coelho.

Trata-se por conseguinte um projecto de grande interesse para o sector cinegético e para a conservação dos recursos naturais, no qual depositamos grandes esperanças.

O projecto iniciou-se em Outubro, com a recolha de amostras em coelhos abatidos em zonas de caça, com o estabelecimento das áreas de amostragem e com a realização das primeiras contagens e prospecções no terreno. Para breve está prevista a disponibilização de informação numa plataforma na internet (www.soscoelho.pt) que visa o fácil acesso, por todos os potenciais interessados, a informação relevante sobre o projecto e sobre os seus resultados; forma como os interessados poderão colaborar, etc.

Por fim, mas não menos importante, estão já a ser estabelecidos contactos com outras entidades do sector, tendo em vista o seu envolvimento no projecto, numa lógica de cooperação a todos os níveis, desde as organizações aos caçadores  às entidades gestoras de zonas de caça.

Para o desenvolvimento deste projecto contamos assim com o apoio e participação de todos os caçadores e gestores cinegéticos na medida em que, para além do trabalho sistemático desenvolvido nas 20 áreas de amostragem, é muito importante poder recolher informações e material de outras zonas do País.

Assim, caso detectem coelhos mortos no campo, solicitamos a todos que tomem nota da ocorrência e, sempre que possível (e os coelhos estejam em boas condições – morte recente), os recolham e congelem (exemplar completo ou apenas fígado), tendo em vista o seu posterior encaminhamento para análise. Para reportar situações destas ou para esclarecimento de dúvidas, contactem-nos SFF directamente para a ANPC por email anpc@anpc.pt ou pelo telefone 217100029.

 

João Carvalho (ANPC)